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Nem só de terror eu vivo

oblogdamai
11 de ago.
6 min de leitura

Já vou começar esse texto pedindo desculpas, porque vou usar a frase mais clichê do mundo por aqui… Quem me conhece sabe! Hahaha. Mas, sinceramente, não encontrei uma maneira melhor de começar, então vamos lá.


Quem me conhece sabe que meus gêneros favoritos de filme são terror e suspense. Se tiver uma história macabra, uma casa assombrada, alguém correndo de alguma coisa ou aquela sensação de “não entra aí, pelo amor de Deus!”, provavelmente já ganhou minha atenção. 😂


Mas, como toda regra tem sua exceção, preciso confessar que existem quatro filmes de comédia e/ou romance que conseguiram conquistar um espacinho no meu coração. E olha que isso não é pouca coisa vindo de alguém que escolheria um filme de terror sem pensar duas vezes!


Então, hoje resolvi abrir essa exceção e compartilhar com vocês os quatro filmes que, apesar de fugirem completamente dos meus gêneros favoritos, eu gosto muito. Bora conferir essa lista comigo?

 

Alguém Tem Que Ceder



Nesse filme somos apresentados ao Harry, um típico mulherengo, rico e que gosta de mulheres mais jovens. Ele está namorando Marin quando os dois decidem passar uns dias na casa de praia da família dela. É lá que Harry conhece Erica, a mãe de Marin.


O que começa com um ranço mútuo vai, aos poucos, se transformando em uma das histórias de amor mais fofas que eu já assisti.


Se você leu essa premissa e ficou pensando “nossa, que bobo”, eu só peço uma coisa: dê uma chance para esse filme. 😂


O que primeiro me prendeu foi a casa da protagonista, Erica, interpretada pela excelente Diane Keaton. Sim, eu fui seduzida por uma casa. Podem me julgar. Hahaha. Mas é que ela é simplesmente perfeita! Linda, bem decorada, aconchegante… o tipo de casa que tem vida, sabe? Daquelas que parecem ter uma história para contar.


E aí comecei a prestar atenção no estilo de vida da Erica: uma dramaturga de sucesso, morando naquela casa de praia maravilhosa, indo à padaria comprar coisinhas gostosas, passando as noites escrevendo enquanto toma uma boa taça de vinho… Quem não quer isso?


Quando esses detalhes já tinham me conquistado, entra em cena Jack Nicholson, interpretando Harry e esbanjando todo o seu charme de terceira idade. Podem me julgar, mas eu acho ele uma graça. Hahaha. (Heeeelllooo, daddy issues!)


Quer mais? Então toma! Temos Julian, o médico que atende Harry, interpretado por Keanu Reeves. Nem preciso falar nada, né? 😂


Mas, brincadeiras à parte, o que realmente faz esse filme ser tão especial para mim é a história dos personagens. É muito gostoso acompanhar dois protagonistas tão improváveis se apaixonando.


E eu acho a química entre eles simplesmente incrível. É aquele tipo de romance que vai acontecendo aos poucos, de um jeito leve e inesperado, e quando você percebe já está completamente envolvida com os dois.

 

Duplex



Eita, que é mais um filme sobre um casal! 😂


Aqui somos apresentados a Alex e Nancy, recém-casados que estão em busca do apartamento perfeito em Nova York. Ele é escritor e ela é designer em um jornal. Depois de muita procura, eles finalmente encontram o lugar dos sonhos: um duplex lindo, espaçoso e… quase perfeito.


Digo “quase” porque a antiga moradora, uma velhinha pra lá de inconveniente, mora no andar de cima e só vai liberar aquela parte do imóvel quando morrer.


Então adivinhem? Alex e Nancy vão fazer de tudo para tentar se livrar dela. Tudo mesmo. Desde pequenas tentativas de incomodá-la até chegarem ao ponto de contratar um assassino de aluguel.

Sim, sim, eu sei. A história é meio bobinha. 😂 Mas vamos aos pontos bons?


Primeiro: o duplex é simplesmente lindo! Bem decorado, aconchegante e com aquela cara de apartamento dos sonhos que faz a gente querer entrar na tela e morar lá.


Segundo: Alex e Nancy são muito “gente como a gente”. E acho que foi justamente isso que me fez gostar tanto deles.


Os dois estão sempre tentando fazer as coisas darem certo, mas parece que absolutamente nada funciona. Em determinado momento, vemos Alex literalmente pegando no sono durante o trabalho, enquanto Nancy perde o emprego depois de mandar um layout errado para impressão.

Ou seja: dois adultos tentando sobreviver à vida e fazendo uma pequena coleção de decisões questionáveis pelo caminho.


E confesso que me senti muito representada nessa parte. Hahahaha.


Mas o toque final, para mim, é o humor negro. O filme consegue transformar situações completamente absurdas em momentos muito engraçados e, quando você acha que já entendeu onde aquela história vai dar, vem um plot twist maravilhoso.


Talvez “Duplex” não seja exatamente aquele filme que você assiste esperando uma grande obra-prima do cinema. Mas é divertido, tem uma história maluca, personagens que a gente acaba se identificando e aquele humor meio ácido que eu adoro.


Amizade Colorida



Vamos a mais um filme sobre um casal! A diferença aqui é que não temos um casal improvável, e sim o casal mais provável do mundo.


Nesta história conhecemos Jamie, uma recrutadora de talentos linda e atrapalhada (aaah, o clássico estereótipo das comédias românticas!) e Dylan, um talentoso diretor de arte. Jamie convence Dylan a deixar seu emprego em Los Angeles e se mudar para Nova York para assumir um cargo na revista GQ. E, claro, os dois começam como bons amigos e acabam se apaixonando.


Mas, quando paro para pensar no que realmente me fez amar esse filme pela primeira vez, a resposta é um tanto quanto inusitada: uma frase.


Isso mesmo. Eu me apaixonei por uma frase. 😂


Em determinado momento, Dylan pergunta a Jamie se, no lugar dele, ela largaria tudo por um emprego. E ela responde prontamente: “Por um emprego não. Por Nova York, sim.”


Pronto.


Nenhuma personagem que ama tanto essa cidade poderia me entregar um filme ruim, não é mesmo? Hahaha.


E foi aí que percebi que, para mim, Nova York é quase uma personagem dentro desse filme. A cidade, o estilo de vida, aquela coisa de recomeçar em um lugar novo… tudo isso me ganhou completamente.


Mas, claro, não podemos colocar toda a culpa em Nova York. O casal também ajuda — e muito. Jamie e Dylan têm uma química ótima, são fofos juntos e fazem a história funcionar super bem.

No fim, talvez eu tenha começado assistindo a “Amizade Colorida” por causa do romance, mas fiquei mesmo foi por causa de Nova York. E acho que essa frase explica perfeitamente o motivo. ♥


Mensagem para Você



E finalizamos com nada mais, nada menos que… mais um filme sobre um casal! 😂


Aqui conhecemos Kathleen, dona de uma pequena e simpática livraria de bairro, e Joe, um poderoso executivo e dono da rede de livrarias Fox Books. Os dois começam a viver um romance virtual, trocando mensagens anonimamente pela internet, sem fazer ideia de quem está do outro lado da tela.


O problema é que, na vida real, eles são grandes rivais. A livraria de Joe começa a conquistar todos os clientes de Kathleen, fazendo com que ela precise fechar as portas.


Claro que, a partir daí, os dois vão se aproximando cada vez mais, enquanto cada um também coloca um ponto final em seus respectivos relacionamentos. E o resto a gente já sabe. 😊


Mas o que realmente me fez amar esse filme foi a abertura. Ela começa com uma animação bem simples de Nova York, e a cidade vai se transformando na versão real a cada clique do mouse na tela. É uma coisa tão bonitinha e tão característica dos filmes daquela época que, sinceramente, já me ganhou logo nos primeiros minutos.


E, claro, não poderia deixar de falar dos cenários. O apartamento da Kathleen, assim como sua livraria, são de cair o queixo de tão lindos! A livraria é exatamente aquele tipo de lugar que faz qualquer pessoa que ama livros pensar: “eu poderia passar o resto da minha vida aqui”.


E acho que esse é justamente o charme de “Mensagem para Você”: além da história de amor, ele tem aquela atmosfera aconchegante de Nova York, livrarias, apartamentos charmosos e uma vida que parece existir em um ritmo um pouquinho mais tranquilo.


Ou seja: mais um filme que não tinha a menor chance de escapar da minha lista. 😂

 

Assim encerro minha seleção e confesso que estou até um pouco envergonhada de admitir que sou facilmente seduzida por animações de abertura, casas bonitas, apartamentos aconchegantes, cidades apaixonantes e, claro, frases marcantes. 😂


Mas fazer o quê, né? Às vezes o que faz a gente se apaixonar é um detalhe.


No meu caso, talvez seja um pouco contraditório que alguém que ama terror e suspense tenha uma lista de filmes tão fofinhos assim. 😂 Agora quero saber de vocês: já assistiram a algum desses filmes? Gostam deles tanto quanto eu?


E se tiver algum que vocês acham que deveria entrar nessa lista, me contem também. Vai que eu descubro uma quinta exceção?


Com amor,Mai. ♥

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